Friday, March 4, 2011

Nada para contar

Ando há dias a pensar que tenho de mostrar mais actividade aqui no meu 1500. Frustrado, reconheço, por não ter nada para dizer...

Bom, lembrei-me hoje, não ter nada para dizer é sempre um bom tema para partilhar com os (poucos) que me vão lendo.

Pois é, estamos naquela fase do ano em que a única coisa pela qual vou esperando é pelo rápido chegar de mais um aniversário do meu nascimento... coisa triste para quem, já não sendo a criança que anseia o dia para receber a atenção de todos e os presentes dos mais próximos, lhe resta contar mais um, dois ou 37 cabelos brancos que vão aparecendo. Vigorosos, fortes e impinados, os primeiro "brancos" da barba ou do cabelo são assim.

Mais me chateia ainda é o facto de ter de partilhar esta, cada vez mais, triste data com mais 3 colegas de escritório... ao menos podiam deixar a "infelicidade" toda só para mim, mas não... nem nisso tenho o monopólio.

O segundo período de férias do ano está longe... o trabalho, corre bem mas é trabalho. A temperatura não aquece nem arrefece e aqui vamos na treta do dia-a-dia, sem tempo para nada, e quando temos algum, nada queremos fazer.

Não espero visitas, que seriam mui bem-vindas, nem visitarei ninguém em breve. Os amigos, ocupados como eu na labuta do dia-a-dia, lá se vão queixando, como toda a gente, disto e daquilo.

As taxas de juro dos bancos continuam baixas e só a subida do Euro lá vai dando que falar. As notícias da Líbia, por mais intensas que sejam, correm o risco de serem iguais na maçada às do período de incêndios do verão nacional.

No final de uma semana de trabalho, chateado por ter de trabalhar amanhã (sábado), resta-me o conforto de chegar a casa e encontrar o carinho, atenção e muita paciência da minha querida Senhora.

Tuesday, February 22, 2011

Monday, February 21, 2011

Que gelo...

Não sei o que se passa com o tempo. Normalmente, aqui em Macau, há um mês de frio por ano e nada mais.

Costuma estar fresco entre finais de Dezembro até ao ano novo chinês. Mas pelos vistos, desta vez, as temperaturas baixas vieram para ficar... mais uns dias.

Há duas semanas, ainda chegamos a pendurar o sobretudo e as camisolas quentes de lã, mas três dias depois a ameaça de calor não se verificou e as luvas e os cachecóis voltaram a fazer parte da indumentária do nosso quotidiano.

Dizem que esta semana a temperatura vai subir... Assim espero!

Tuesday, February 8, 2011

Kung Hei Fat Choi

Mais um ano novo chinês passou.

No local de trabalho de Sun Tzu, a chegada do novo ano foi festejada devidamente e não faltaram os tradicionais panchões.
Uma barulheira dos diabos!!!


Krabi - Thailand

Esperei ansiosamente por estes 8 dias. Como previ, passaram a correr.
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Saímos no dia 28, pelas 10 da noite, do aeroporto internacional de Macau depois de um jantar no “nosso” lounge.
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Chegamos a Bangkok pela uma e meia da manhã e deveríamos ter à nossa espera o free shutle do hotel onde iríamos passar a noite. Mas nada… Apanhamos então um táxi que nos deixou, depois de 15 minutos de viagem, no nosso destino. Ficámos perto do aeroporto uma vez que no dia seguinte, pelas 10 da manhã embarcávamos rumo a Krabi.
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Chegados ao hotel e após a devida reclamação por nos terem deixados pendurados no aeroporto, conseguimos obter o pequeno-almoço gratuitamente em jeito de compensação.
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Sábado, dia 29, levantamos voo rumo a Krabi numa viagem que durou 1 hora. De autocarro seguimos até Ao Nang e de lá, num Long Tail (barco de madeira com um motor de carro adaptado para a navegação), seguimos para Railay.
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Estava a chover...

Fizemos o check-in e, para nossa agradável surpresa, o hotel estava over booked e por essa razão os senhores tiveram de fazer um upgrade e fomos instalados num dos melhores quartos do hotel – um Privacy Cottage.
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Uma “vila” com jacuzzi ao ar livre, alpendre, espreguiçadeiras e um excelente quarto.

Até segunda-feira os períodos de chuva eram intercalados com pequenas abertas. Sempre que o céu se azulava, corríamos com as toalhas debaixo do braço em busca do tão desejado Rá.
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Na terça-feira o sol veio para ficar. Pudemos, então, desfrutar de toda a vitamina D que nos era transmitida pelos quentes e luminoso raios. Uma baía de sonho. Mar transparente. Vegetação luxuriante. Montanhas altas e verdejantes. Não podíamos estar melhor.


O pequeno-almoço era bom e aproveitávamos para abastecer o depósito até às 2 da tarde. Aí, uma sandes, uma pizza ou um arroz com vegetais à moda Tailandesa serviam de nosso almoço.
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De tarde voltávamos a preguiçar até ao pôr-do-sol.
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Depois de um banho refrescante no final da tarde, jantávamos junto ao mar um peixinho ou umas lulas grelhadas acabadas de pescar ou então uns camarões tigre que pareciam lagostas, acompanhados por um branco fresquinho da Austrália.
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Assim ficamos até sexta-feira. Na boa e relaxada vida. Andamos de kayak sobre as límpidas águas de Krabi. Fomos até à base das montanhas ver os alpinistas preparar a difícil escalada que as paredes íngremes proporcionavam. Visitamos Ao Nang, zona mais turística e mais urbana da zona. Demos mergulhos de hora a hora e apanhamos sol até ficarmos com um aspecto mais saudável.
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Pelas 9 da manhã, com as mochilas às costas, despedimo-nos de Railay e seguimos até ao aeroporto com destino a Bangkok.
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Passamos o fim de semana na caótica capital da Tailândia. Fomos jantar ao “nosso” face (Restaurante, Bar & SPA, de comida Japonesa, Indiana e Tailandesa, num “edifício” típico de madeira com um ambiente muito muito bom) e passamos a noite num bom hotel no centro da cidade.
Às 9 da manhã fomos violentamente acordados pelas senhoras da limpeza que, enquanto aspiravam os corredores, batiam furiosamente com o aspirador na porta do nosso quarto.
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Tal facto valeu mais uma reclamação no momento do check out.*
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Durante o dia de Sábado, fomos até ao Weekend Market e maravilhamo-nos, outra vez, com a oferta de produtos de toda a espécie e feitio. Uma espécie de medina marroquina, ruazinhas estreitas cheias de gente, barracas de um lado de outro cujos donos chamavam todo e cada transeunte que passava. Os preços são para discutir… sempre. Consegue-se, em média, uma descida de 30% a 50% no valor originalmente pedido pelos vendedores.

No fim do dia, despedimo-nos de Bangkok com uma merecida e retemperadora massagem num dos milhares de SPAs espalhados pela cidade.
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Jantamos e de seguida apanhámos um taxi com destino ao hotel onde dormimos na primeira noite junto ao aeroporto.
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Acordamos às 4 da manhã e às 7 embarcávamos no voo com destino a Macau.
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Eram quase 11 da manhã quando abrimos a porta de casa. Bêbados de sono, refastelamo-nos no sofá e, com um sorriso nos lábios, assim ficamos o resto do dia.

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Ps: A reclamação feita no hotel em Bangkok foi cordialmente respondida com a oferta de uma noite grátis na nossa próxima visita à capital da Tailândia! Assim, sim. Vale a pena reclamar!

Monday, February 7, 2011

Krabi



O filme não é meu... agradecido ao desconhecido a quem pedi emprestado este video enquanto não apresento as minhas fotos.

Super Bowl XLV Halftime Show

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Wednesday, January 26, 2011

Friday, January 21, 2011

Kung Hei Fat Choi


O tigre dá lugar ao coelho. Um novo ano chinês está prestes a começar. Sun Tzu aproveita sempre os feriados desta época festiva para dar um passeio pelas redondezas com a sua senhora.

As festividades do ano novo chinês são variadas. Danças do dragão e do leão. Panchões e foguetes rebentam de hora a hora. Oferecem-se lai sis e deseja-se um bom ano.

Três dias de festividades, de 6 a 8 de Fevereiro, marcam a semana do ano novo.
Para os chineses de todo o Mundo este é "O" Festival do ano. Como celebra o princípio da Primavera e o renascer depois do fim do Inverno é habitualmente mais conhecido como o Festival da Primavera.


O primeiro dia do Ano Novo calha algures entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro, de acordo com a primeira lua nova depois do Solstício de Inverno. Os preparativos começam muito cedo, quase duas semanas antes, com os mais tradicionalistas a manterem o sazonal espírito de renovação, promovendo uma limpeza às suas casas, escritórios e lojas. Tudo tem que estar pronto pelo menos na véspera do Ano Novo, já que muitos dos gestos feitos nas limpezas são considerados como passíveis de dar má sorte, e os chineses são supersticiosos nesta matéria.

Como muitas lojas e negócios fecham nesta época, as famílias preparam-se aprovisionando-se com comida. Nos primeiros dias as pessoas recolhem-se em celebração em casa ou nos templos, correspondendo a visitas de cortesia e divertindo-se, vendo ou lançando fogo-de-artifício, ou a jogar.


Os funcionários públicos, que habitualmente não podem entrar nos casinos ou nas casas de jogo, são autorizados a tentarem a sua sorte durante os três primeiros dias das festividades.

Durante duas semanas a multidão de visitantes, o barulho do fogo de artifício e as ruas cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho, transformam Macau num caótico, mas festivo e feliz local.

Wednesday, January 19, 2011

O lento arrastar do tempo

De há uns anos para cá que o tempo passa a correr. As semanas sucedem-se sem que a gente dê por ela. Começa a semana de trabalho e logo no dia a seguir já è Sexta-feira. Queixamo-nos que não temos tempo para nada.... para ler aquele livro, ver aquele filme, arrumar aquelas gavetas e pendurar os quadros na parede!

Quando éramos mais novos, acontecia exactamente o contrário. O tempo teimava em não correr. Nunca mais chegava o Natal nem o nosso aniversário. Nunca mais tínhamos 18 anos para ter mais "liberdade" e nunca mais acabávamos o curso. Hoje é diferente, o tempo voa... Às vezes.

Estou a contar os minutos para o dia 28... ando tão necessitado de uns dias de praia e de um verdadeiro descanso que não há maneira de ver o tempo passar.

Tenho um countdown na minha conta de e-mail que costuma "ajudar" quando espero ansiosamente por alguma coisa... mas ainda faltam 8 dias.... 192 horas, 11.520 minutos, 691,200 segundos... uma eternidade!

Infelizmente, está-se mesmo a ver que os 8 dias de férias vão passar num ápice... E logo a seguir, nova contagem começa para um qualquer momento que desejamos chegar depressa!

Friday, January 7, 2011

Risca da lista

Finalmente... dentro de 3 semanas Sun Tzu vai ter as suas merecidas férias de nada fazer. De 28 de Janeiro a 6 de Fevereiro vamos estar por aqui!


Monday, January 3, 2011

Autocarros em Macau e o cheiro dos meus pés

Hoje de manhã, ensonado e mal dormido, sofrendo ainda dos graves efeitos da diferença horária de Macau, embarquei no 18, o autocarro que me leva diáriamente da Areia Preta até à Avenida da Praia Grande.

Enquanto esperava pelo autocarro e durante a viagem que se seguiu pude verificar, pela centésima vez, alguns factos que quero deixar aqui lembrados.

A espera do autocarro costuma ser curta. Apesar da má condição de muitos dos "Buses" disponíveis, não espero mais de 5 minutos pelo autocarro que me levará de ou para o trabalho.

Na paragem, a espécie de fila de espera é um mito. A bicha (no sentido antigo da palavra) até que se vai formando à medida que as pessoas vão chegando, mas no momento em que o autocarro pára, é o ver se te avias. A malta empurra-se, acotovela-se, pisa-se e vale tudo menos arrancar olhos por um lugar sentado dentro o veículo de transporte público.

Depois do stress inicial, e tendo a sorte de conseguir um lugar sentado à custa de três encontrões e cinco pisadelas com o calcanhar, pude ver, uma vez mais que os chineses, apesar de "infantís" como demonstra a atitude aquando da chegada do Bus, bem como pelos hábitos públicos pouco ocidentais de cuspir na rua, arrotar a última refeição mesmo ao nosso lado e de vez em quando soltar um cheirinho intestinal, são bastante respeitosos no que toca aos seus anciãos. Poucas, muito poucas vezes vejo um velhote de pé dentro de um autocarro.

Assim que entra uma pessoa, cuja comunidade transportada avalia de avôzinho, logo duas ou três pessoas se levantam oferecendo o seu lugar. É muito bom de ver e se há muitas coisas que eles podem aprender com o ocidente no que toca a comportamentos públicos, este é um que nós podemos aprender com eles. O respeito e atenção pelos velhinhos.
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Por fim, quero dar conta do "repúdio" que os meus companheiros adeptos dos transportes públicos têm pela minha pessoa ou, prefiro pensar, pelos estrangeiros em geral.

Se me encontro sentado num lugar de duas pessoas, o lugar que se encontra vago ao meu lado é, quase sempre, o último a ser ocupado pelos passageiros que vão entrando. Vezes há até, em que as pessoas preferem ir a pé do que a sentar-se ao meu lado.
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Ora, das duas uma, ou eu cheiro mal dos pés ou eles não gostam de partilhar o lugar com gente sem olhos em bico. Espero que a razão seja esta última...

Natal em Portugal

Lá fomos nós, como imigrantes que somos, passar o Natal a Portugal.
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Entre o Porto e Viseu estivemos com famílias e amigos (alguns). O tempo é sempre curto nestas nossas visitas e muita gente se queixa do pouco ou nenhum tempo que dedicamos a este ou àquele. Bem gostávamos nós de poder estar à séria com toda a gente, mas o tempo não estica e os dias de férias também não.

Os que desta vez ficaram à mingua da nossa presença serão devidamente recompensados na próxima vez.

Sun Tzu engordou 3 quilos à custa do bacalhau, peru, cabrito, arroz de pato, bolos rei, rabanadas, etc etc etc etc etc etc etc etc etc e das delícias húngaras da sua querida mãezinha.


A viagem ficou marcada pela espera de quase 17 horas no aeroporto de Paris que nos fez perder um dia de férias.

Neste ano de 2011 há mais visitas à Pátria, até lá, nós por cá vamos contando as novidades.

Bom ano!