Monday, January 11, 2010

Dia 24 - Uma ceia de Natal diferente

Às 6 da manhã lá nos levantamos.

Às 6 e meia da manhã tomamos o pequeno almoço!

Às 8 da manhã tentamos partir mas o voo foi adiado por 4 horas!


Debaixo de um toldo, numa sala de espera ao ar livre, esperamos...

Pinter entretinha-se com a sua PSP. Parti dormia calmamente no seu colo. Sun Tzu brincava com o Black Berry e sua senhora imitava Parti.
Enquanto esperávamos, Pinter ia sendo consecutiva e irritantemente abordado por um engraixador que teimava em prestar os seus serviços... as botas novas que recebera no Natal não estavam ainda necessitadas de polimento.

Às 10 e meia, Sun Tzu, sempre alerta qual escuteiro e de ouvido sempre atento, houve chamar o seu nome nos altifalantes do aeroporto...

Trata de acordar a malta que, descrentes das capacidades auditivas de Sun Tzu, desconfiados e preguiçosos, lá se levantaram para entrar de novo no moderno terminal de voos domésticos de Manila.

Após indagarmos junto das pessoas competentes sobre o misteriosos chamamento por altifalante, num balcão da porta de embarque, dão-nos um saco com o nosso almoço!!! Arroz com carne à maneira Pilipina... Sun Tzu não comeu... Pinter deleitou-se!

Acabamos por levantar voo.


Chegamos pouco depois e tínhamos pela frente uma viagem de 2 horas de autocarro... E...ainda, um passeio de 15 minutos num barquito, chegamos a Boracay.

Ilha pequena, turística, detentora de uma praia de uns quantos kms, por onde se distribuem bares, restaurantes, hotéis e esplanadas.


Ficamos num hotel simples, limpinho e com pessoal muito simpático e acolhedor. Deviam ser umas seis da tarde quando nos instalamos no hotel!

Era noite de Natal!

Tínhamos uma mesa reservada num restaurante... passamos por lá... estava vazio e o menu era pouco convidativo... Vamos a outro lado, dissemos em uníssono!

Acabámos por pousar num restaurante-esplanada na praia cuja montra de apresentação de marisco nos deixou com água na boca.

Lagosta, camarão tigre, ostras e outras delícias do mar serviram como entradas acompanhadas de um óptimo branco.

Não satisfeitos e ainda necessitados de força, mandamos vir um bifinho para cada um.

E assim passamos a nossa ceia de Natal... diferente... quasi descalços... com calor... na praia!

Deitamo-nos relativamente cedo... Sun Tzu queixava-se de cansaço e de dor de cabeça e esperava ter um sono retemperador para poder aproveitar o dia seguinte que prometia ser deluxe!

Dia 23 - O dia da partida

Sun Tzu acorda cedo. Tem uma assinatura de contratos no escritório.

Parti & Pinter acordam tarde... passeiam por Macau, visitam o Farol e Forte da Guia e percorrem alegremente mais umas quantas ruelas do Macau antigo.
Estava agendado um fabuloso Iam Chá no Portas do Sol do Hotel Lisboa. Contudo, Sun Tzu não comparece, tendo ficado no escritório e P&P, impossibilitados de desfrutar da companhia da Sra. Sun Tzu, igualmente carregada com trabalhos de última hora, almoçam sós!

Pelas seis da tarde, encontramo-nos na Mansão Sun Tzu, para fazer as malas e partirmos para Boracay.

Tranquilamente e entusiasticamente escolhemos as vestimentas de verão para usarmos durante 6 dias. Às sete saímos de casa.

Chegados ao aeroporto houve tempo para trocar dinheiro, fazer o check in e jantar no Lounge do Aeroporto (oferta cordial do cartão de crédito BNU).

Depois de umas quantas Tsing Taos, arroz frito e mini pizzas, Sun Tzu e os seus amigos embarcaram com destino a Manila - Capital das Filipinas e outrora base do comércio dos galeões espanhóis que partiam rumo a Acapulco!

A viagem correu bem e sem percalços e por volta da meia noite chegamos às Pilipinas. O voo até Boracay estava marcado às 8 da manhã pelo que ficou decidido passarmos a noite num hotel muito muito muito, mas mesmo muito manhoso perto do aeroporto.

Um pouco cansados e com fome decidimos descer ao "bar" para comer qualquer coisinha...

Fomos parar a um espaço fedorento, com uns 15 Pilipinos(as) a cantar Karaoke como se não houvesse amanhã. Havia uns que até fechavam os olhinhos enquanto trauteavam com sentimento as letras das musicas.

Pinter, como se não tivesse comido há 3 dias, pede para comer meio frango. Não satisfeito devora uns Spring Rolls que Sun Tzu, sua senhora e Parti tinham pedido para partilhar. A acompanhar, San Miguel quente que era suposto bebermos em copos com três pedras de gelo... Pinter, curioso e decidido a experimentar de tudo, tenta... mas logo desiste!

Pouco tempo passado, Pinter não saciado e qual enfardadeira pede uma sopa que dava para 4 pessoas... Sun Tzu, solidário, acompanha!

Às 4 da manhã lá nos deitamos com vontade de chegar ao muito desejado e mais do que merecido descanso e, agora sim, passar as férias com os nossos amigos.

Friday, January 8, 2010

Dia 22 - O feriado frustrado e a ceia de Natal

Acordamos por volta das onze. A senhora Sun Tzu, trabalhando numa empresa que não oferece aos seus colaboradores os feriados não obrigatórios estabelecidos em Macau, saiu cedo para laborar.

Após um saboroso pequeno almoço, Sun Tzu, Parti e Pinter sairam de casa. A pé, percorremos vagarosamente as ruas e ruelas do velho Macau. Passeamos pelo jardim de Camões, prestamos a merecida homenagem ao Luso Poeta na gruta onde dizem ter morado, visitamos a bonita e antiga Igreja de Sto. António, cheiramos as lojinhas de móveis e velharias da rua de S. Paulo, descemos até ao Largo do Leal Senado.


Almoçavamos nas massinhas ao pé do Star Bucks quando recebo um telefonema... O pior aconteceu e Sun Tzu, suportando nos ombros o ónus da responsabilidade, foi chamado pelas suas altas instâncias patronais a acorrer a uma urgência no escritório.

P&P ficaram sós até às seis a passear por Macau. Visitaram a rua de Felicidade, o Templo de A-Má e o Museu Marítimo. A senhora Sun Tzu, saída do trabalho, juntou-se aos visitantes até à hora de irem para casa.

Estava combinada uma ceia de Natal antecipada, com bacalhauzinho cozinho e tudo, uns sonhos comprados no Ou Mun e ainda uma deliciosa sobremesa natalícia enviada pela mãe de Sun Tzu.

Entretanto, Sun Tzu continuava furiosamente a dar vazão às suas obrigações profissionais... e assim continuou...
Após três mil quatrocentos e noventa e dois telefonemas de sua senhora e lá pelas onze da noite, Sun Tzu chega a casa para jantar, encontrando P&P quasi desfalecidos de tanta fome.

Ceamos, pois, com verdadeiro espírito natalício ao som de melancólicas melodias natalícias que Pinter insistia em ouvir e repetir.

Após o delicioso e saudosista jantar, houve lugar a troca de prendas. Demo-nos prendas e presentes uns aos outros num ambiente familiar quase replicando os caseiros natais lusos.

Pelas 2 da manhã, deitamo-nos contentes e com excessiva ansiedade pela partida para as Pilipinas no dia seguinte.

Dia 21 - Macau relax

O dia começava com grande expectativa... a véspera de feriado (solicístio de Inverno) permitiria a Sun Tzu acompanhar Parti & Pinter nas festividades nocturnas desse dia!

Sun Tzu e sua Senhora sairam pela calada da madrugada para trabalhar. P&P ficaram a dormir...Ficou combinado encontrarmo-nos todos na esquina do BNU pela uma da tarde para um almoço que prometia ser ao gosto refinado e exquisit de P&P.

Uma da tarde, pontualíssimo, Sun Tzu esperava por P&P conforme combinado. A senhora Sun Tzu, impossibilitada de comparecer por motivos profissionais, ficou-se por uma sandes de mortadela ali do Café e Nata (café manhoso que vende uns pasteis de ovo a que chama de natas)!

Uma e quinze: Sun Tzu liga preocupado à sua Senhora: "Eles não estão cá. Não tenho como lhes falar pois não têm telemóvel. Acho que adormeceram. Espero até à uma e meia e vou a casa acordar os bébés".

Uma e meia: Sun Tzu prepara-se para apanhar um taxi .

Uma e trinta e um: P&P aparecem no local combinado... olheiras e sono estampados no rosto... parecia que não dormiam há um mês!

"Chiça, eu nem quis acreditar quando abri o olho pelas duas da manhã e não mais o fechei... estive a jogar PSP durante duas horas e vinte e três minutos" disse o desgostoso Pinter, verificando e confirmando que afinal de contas também ele sabia e sentia o significado do Jet Lag.

Fomos almoçar ao Yuzo. Conceituado restaurante Japonês local de eleição da nata Japonesa residente em Macau.

Após 3 garrafinhas de Sake, Sun Tzu regressa alegremente ao trabalho enquanto P&P vão passear pelas Ruinas de S. Paulo, Fortaleza do Monte e Museu de Macau.

Azar tiveram, uma vez que o Museu fecha às segundas... fica para a próxima visita!!!

Pelas seis da tarde P&P foram agraciados com uma Delicatessen Oriental Fantastic Oil Nirvana Massage. Chegaram a casa melados, lambidos, massajados e esfregados mas tranquilos e relaxados.

Fomos jantar a casa de um amigo de cá e de lá, de seu nome Madureirer, que nos agraciou com uma deliciosa carne assada com ameixa acompanhada de um excelente exemplar vinícula lusitano!

Após o repasto, Sun Tzu mostrou aos convivas o universo do jogo em casino de Macau sendo a visita guiada feita pelo MGM.


A noite que se esperava animada, por ser véspera de feriado, foi o verdadeiro barrete deixando entristado Sun Tzu que viu a sua qualidade de anfitrião exemplar irremediavelmente afectada!!!

Pela uma da manhã, enquanto se preparava para dormir, Pinter amedrontado deseja "ó pá, espero não acordar durante a noite... rais parta o jet lag"!

Thursday, January 7, 2010

Dia 20 - Macau by light!

E deveria ser meio dia quando Sun Tzu e sua mulher se levantaram do seu leito matrimonial para preparar o brunch dominical para os convidados Parti & Pinter!

"Dormi que nem um anjinho... eu não disse que a mim nada me pega?" disse orgulhosamente Pinter!

Depois de bem alimentados e bem lavados saímos todos para Coloane.

A ideia era ver o templo e a deusa A-Má no topo da ilha seguido de um típico almoço/lanche no Nga Tim.

E assim foi, no nosso impecábél quatro patas atravessamos todo o território da Região Administrativa e Especial de Macau e P&P puderam ver Macau à luz do dia. Ao atravessar a ponte da amizade e ao avistar a Torre de Macau Pinter não hesitou em bradar "Ai de mim se não salto da torre... Vou ter de saltar!!"

Depois de ver o templo, tirar as primeiras fotos, e cumprimentar A-Má, lá fomos lanchar ao Nga Tim.
Visita obrigatória de qualquer pessoa que visite Macau, o Nga Tim é um típico restaurante de cozinha luso-chino-macaia cujos pratos são reconhecidos internacionalmente pelo seu sabor delicioso.

Demos a experimentar os peixinhos, as lulas, os broculos com vieiras, o Chao Min... tudo acompanhdo com a fresca Tsing Tao. Os guardanapos de papel disponibilizados aos comensais fizeram a sua habitual sensação!

Depois do lanche e breve visita à ilha houve tempo para passear no centro de Macau. O Leal Senado, a Igreja de S. Domingos, a Rua e as ruinas de S. Paulo tudo foi visto por P&P.

Durante a noite houve lugar à Recepção Oficial dos convivas num restaurante de renome internacional. Depois de bem comidos e bem bebidos houve tempo para disfrutar das vistas e das animações nocturnas de Macau... O extraordinário acordar do Dragão e a Fonte do Wynn fizeram a delicia de todos.

Ainda cansados da viagem P&P e seus anfitrões retiraram-se para uma reconfortante noite de sono.

Antes do apagar das luzes, Pinter volta a afiançar confiante "Não há jet lag que me moleste".

Tuesday, January 5, 2010

Dia 19 de Dezembro de 2009 - A Chegada

Estava previsto chegarem pelas 5 e 30 da tarde. Andava o Sun Tzu numa correria com as compras quando recebe um telefonema de Pinter dizendo que estavam atrasados e que só chegariam lá pelas 7 e 30.

Mais tranquilo, acabei de fazer tudo o que havia para fazer e fui para Hong Kong esperar os ilustres representantes das Cidades do Porto e Guimarães.

Enquanto isso a Sra. Sun Tzu, ficava em casa preparando a recepção aos nossos convidados!

Não consegui apanhar o ferry das 5 e só meia hora mais tarde embarquei. Fazia contas a estar pelas 7 no aeroporto (que podem ver na foto).

Chegado a Hong Kong, uma fila de espera de uma hora para passar a imigração... desespero. Eu a pensar que eles iam chegar e não tinham ninguém à espera.... tadinhos!!!

E ainda me faltava uma viagem de comboio de 24 minutos....

Saio tresloucado da Shun Tak (terminal do ferry) a correr para o IFC (comboio para o Aeroporto)... apanho o comboio... chego ao aeroporto pelas 8 da noite.... vejo o quadro das chegadas... Voo ACC 116 Beijing - Hong Kong Arrived at 7h35... Cheguei a tempo!!! UFA!!!

Ainda tive vagar para sair e fumar uma cigarrada, preparar o folheto de chegada para os convivas e pronto... aí estavam eles!

Não perdemos tempo e apanhamos o comboio de volta para Central e após um passeiozinho pedonal entre o IFC e a Shun Tak que deixou a Parti e Pinter boquiabertos, apanhamos o ferry para Macau.


Lá chegados esperava-nos a Sra. Sun Tzu com TUDO preparado...

Mostramos a casa. Tomaram uma banhoca. Jantamos tranquilamente. Conversamos e matámos saudades... o que ficou da noite: "A mim...com este corpinho? Não há jet lag que me pegue!" Clamava Pinter do alto dos seus 1,5 mt de altura.

15 dias, 15 posts... o relato está já a sair!


Foram 15 dias em passeio por Macau, Boracay e Hong Kong. Passamos o Natal e o Ano novo juntos com os nossos amigos Parti & Pinter!
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O tempo passou a voar e eles já se foram. Sobra o conforto das lembranças.
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Em honra de Pinter & Parti, aqui fica a musica das férias:
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Quando você vem com essa cara
De menina levada para a brincadeira
Dá-me um arrepio na pele
Sinto água na boca
Para ficar com você
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você não tem um pingo de vergonha
E todo homem sonha, ter alguém assim
Realizando minhas fantasias
Taras e manias você vem pra mim
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Uma lady na mesa
Uma louca na cama
Na maior safadeza você diz que me ama
E na minha cabeça desvareio em loucura
Quando você começa ninguém mais a segura
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E mexe remexe, se encosta, se arrosca
Se abre, se mostra pra mim
Me agarra, me morde, me arranha
Não mude que eu quero você sempre assim

Saturday, November 28, 2009

Friday, November 27, 2009

Para donde nos levais....


Meus caros amigos, bem sabemos que o vosso coraçãozinho anseia por conhecer o destino das vossas férias de Natal...

Partimos de Macau no dia 23 de Dezembro rumo a uma das ilhas que podem ver aqui no Mapa...


Se acertarem na ilha, oferecemo-vos a viagem!!!


É garantido!

Até já!

Está quase....mas pra donde nos levais???

Os nossos amigos estão quase quase a chegar... aqui estão algumas fotos do que os espera no destino surpresa...




Os dois em Bali e Gili Island e o percalço de Lombok II

Chegamos a Ubud a meio da manhã.

Iriam ser três dias no centro da ilha numa cidadezinha maravilhosa.
O nosso hotel encontrava-se submerso por floresta numa das margens de um ribeiro que começava à beira da estrada e descia até lá em baixo (uns bons 100 metros). Havia caminhos, escadinhas, bungalows, piscinas, o SPA, os bares… tudo espalhado pela floresta a baixo até chegar ao rio. Encantador.

Ficámos contudo um pouco longe do centro da cidade o que nos obrigava a ir de táxi sempre que queríamos ir à “baixa”.

Tínhamos marcado para um dos dias um recomendadíssimo passeio de bicicleta que começava com pequeno-almoço junto ao vulcão. Passaríamos a manhã a “ciclar” por vastos campos de arroz, alguns fazendo lembrar as vinhas do alto douro, visitando aldeias rurais onde as pessoas vivem hoje como viviam há 500 anos, vendo aqui e ali lutas organizadas de galos.

O passeio inclui um almoço reconfortante e recuperador das energias gastas no passeio… foi uma estopada.
Mesmo antes de pararmos para comer, o guia, fazendo sinal stop à marcha, perguntou-nos se queríamos fazer a subida de bicicleta (30 minutos) até ao local do almoço… quem não quisesse iria numa Hiace até ao repasto… ninguém se recusou… Importa referir que eu e a minha mulher éramos dos mais novinhos do grupo o qual incluía septuagenários.

A bem da verdade e em forma de desculpa, posso dizer que aquela porra subia mesmo… começando lentamente a ficar para trás no grupo a minha mulher, esforçada, mas exausta pelo calor que se fazia sentir foi recolhida pelo “carro lixo” que acompanhava o grupo no fim do pelotão.

Mal calçado, cansado e estourado morri na praia no início da grande subida antes da paragem… e também eu sofri a humilhação de chegar à meta na ambulância que levava os desidratados e amadores ciclistas. Uma vergonha… quando me perguntavam depois de onde era, ser espanhol, naquela altura, não me parecia mal!

No final do passeio, estava incluída uma visita à “Monkey Forest”… uma floresta infestada de macacos que subiam em cima da turistada excitada em busca das bananinhas e bolachas escondidas. Enganados na localização da floresta e por acharmos estarmos perto do nosso hotel, desistimos da boleia do guia… maldita a hora… demoramos 2 horas a chegar ao nosso descanço.


Em Ubud pudemos também assistir ao ar livre a um espectacular teatro/danças/musica Balinense. Aquela forma de dançar, a música inebriante e o ambiente asfixiante levavam os bailarinos vestido de forma assustadora e com máscaras horrendas a entrar, pouco a pouco, em estados de quasi êxtase até que…. Até que veio uma chuvada e acabou com o espectáculo.

Na véspera de irmos embora, fazíamos as malas contentes por partirmos para mais um destino desconhecido, as Gili ISlands. Pela manhã seríamos recolhidos por volta das 10 da manhã por uma outra Hiace que nos levaria do hotel em Ubud a um dos portos de Bali donde embarcaríamos rumo às mini ilhas junto a Lombok (ilha grande, junto a Bali, e que, ao invés desta cuja população era maioritariamente Indu, ali 85% da malta era seguidora do Grande Profeta).

Às nove da matina ligam-nos dizendo que o barco que nos levaria até as Gili tinha sido cancelado uma vez que o porto de onde partiria encontrava-se fechado… sem alternativas marítimas, que bem procurámos ligando para toda e qualquer agência de viagens de Bali, decidimos ir de avião até Lombok donde sairíamos até às Gilis num Long Tail

Esta alteração involuntária de planos obrigava-nos a ter de arranjar transporte de Ubud até ao aeroporto (2 horas de viagem) e depois, já em Lombok, outro transporte do aeródromo até ao cais de onde partiam as lanchas até às Gili.

Na correria de encontrar maneira de irmos até às Gili, acabamos por contratar com uma agência de viagens do centro de Ubud quer os voos quer o transporte até ao aeroporto. Iríamos de carro cujo condutor era o cunhado do homem que nos atendeu e vendeu as passagens.

Chegados ao aeroporto sem grandes sobressaltos, embarcamos numa daquelas avionetas com 20 lugares e a hélices… meia hora depois aterrávamos em Lombok.

À saída, encontrámos balcões com cartazes promocionais de ligação às Gili que incluía a viagem até ao cais e a passagem de barco. Começamos a fazer perguntas sobre preços e horários estando ao nosso lado um casal de italianos que já recebidos por um guia pré-contratado preparavam-se para partir com destino às micro ilhas. Acabamos por lhes pedir boleia, uma vez que o transporte deles já estava pago.

O guia ainda tentou, em vão, extorquir-nos algum dinheiro... e preparados para pôr as malas no carro, o homem do balcão com quem tínhamos estado a falar interpela-nos e inicia uma acesa discussão com o guia e com o condutor do carro que nos levaria até ao cais e o ambiente começa a ficar tenso… Perguntando ao guia o que se passava, acabou por ser o motorista, com o medo estampado na cara, a responder-nos: “if I take you, they will burn my car” ao mesmo tempo que se juntava à nossa volta um conjunto de caras mal humoradas.

Para evitar conflitos e não prejudicar os nossos “amigos” italianos, acedemos em ir com o transporte do nosso amigo do balcão.

Entramos num táxi, cujo motorista era um gordo que pesaria uns bons 150 quilos, estávamos tensos e irritados com mais um revés, mas a viagem de uma hora correu sem percalços…até chegarmos perto do dito cais.

Fomos em comboio com os italianos até que, já perto do cais, vimos o carro deles abrandar ao sinal de um sujeito… sem chegar a parar o carro da frente passou… o nosso não… e foi com medo que vimos os italianos a irem embora embora!

Um homem aborda o nosso avantajado motorista e trocando umas palavras com ele que não pudemos entender, exige-nos dinheiro para passarmos… num relance, olhei ao nosso redor e vi mais dois “caras” na berma da estrada atentos ao que se sucedia…vi o nosso camarada motorista enrascado com a situação…

Passaram-me pela cabeça as imagens dos massacres em Timor que se seguiram ao referendo… a malta de motas, lenços na cara, catanas a vibrar nos braços, estradas cortadas… imaginei as piores consequências caso houvesse confusão e me negasse a dar… era um euro em moeda local…paguei… só nos queria ver longe dali!

Seguimos aliviados mas completamente alterados… até que somos obrigados a parar novamente uns 500 metros mais à frente… novamente abordados por outro “índio” queriam obrigar-nos a comprar os bilhetes de barco na sua “lojinha”…”we have tickets already!!! We have tickets already!!!” foi o que me saiu da boca ao mesmo tempo que apontávamos para o cais… contrariado o selvagem lá nos deixou seguir viagem.

Chegados ao cais encontramos o casal de italianos… relaxados, tranquilos… em lua de mel!!! Juntamo-nos a eles como lapas enquanto esperávamos a vinda do guia que foi tratar de arranjar um barco para nos levar até as Gili… a espera de 10 minutos pareceu de horas.

Enquanto aguardávamos, fomos rodeados por um bando de miúdos que não teriam mais de 15 anos, e metiam conversa… “Where are you from?” “what do you have for me?” “Portugal?, Cristiano Ronaldo…Do you have Portuguese money… We know you have… give us just one coin

Numa situação normal e sem os acontecimentos anteriores a canalha era despachada com um brusco “No”… ali, pareciam cães que nos sentiam a apreensão…

O guia lá chegou e em dois pulos entramos para o barco… acabamos por não pagar a viagem uma vez que o rapaz que antes nos tinha tentado sacar umas massas, apiedado agora, ofereceu-nos a viagem.

Era fim do dia quanto chegamos à Gili, a maior de três ilhéus a uma distancia de 2 milhas de Lombok. Tratamos logo de comprar os bilhetes de regresso directamente para Bali… num barco rápido, estaríamos no aeroporto em duas horas.

De tão pequena, a ilhota não tem estradas, carros, motas, polícia… o único meio de transporte existente eram as carrocinhas com uns burritos, as bicicletas e as pernas… electricidade funcionava a gerador e a água era fornecida à ilha através de barcos contentores.

Hoteizinhos meio manhosos espalhados pela “rua” principal da ilha intercalados por restaurantes, bares e a praia…

O tempo estava óptimo, a praia era deliciosa e as paisagens fantásticas. O ambiente dos frequentadores era assim um bocado selvagem… Sem controlo qualquer das autoridades, não faltavam oportunidades para quem queria consumir substâncias que em qualquer outro lugar do sudoeste asiático daria pena de morte.

Passaríamos 3 dias de descanso sem que conseguisse evitar, como já vem sendo habitual em férias, ficar meio febril e ter de procurar a reconfortante sombra.

Num dos dias, demos a volta à ilha… arranjamos umas biclas, e numa hora estaríamos de regresso ao nosso ponto de partida… estava a anoitecer… o piso, grande parte de areia, impossibilitava um percurso tranquilo de viagem pelo que tivemos de a fazer, muitas vezes – demais na opinião da minha mulher que contrariada e um pouco resmungona lá veio fazer o passeio comigo – a pé de braço dado com a bicla.

Os dias passaram tranquilos e acabamos por conseguir desanuviar a tensão da viagem por Lombok até ao nosso último destino… dali partimos para Bali, depois para Manila e por fim, Macau.

Era um barquinho pequeno… aberto…estreito… levava 18 pessoas, espalhadas em bancos de frente e costas de ambos os lados da embarcação… entramos em último lugar e coube-nos ir de costas nos lugares fronteiros.

No início, toda a gente gostava das vagas e gritávamos “hhhuuuôôôô” a um balanço mais rigoroso do barco… passados 15 minutos, a malta calou o pio… Duas horas de suplicio que se estendidas em mais 5 minutos faria toda a gente devolver à terra o pequeno almoço da manhã.

A cara das pessoas era transparente de tão branca e bastaria que uma tivesse tido a iniciativa de sossegar o estômago que eu e todos os outros de imediato lhe seguiríamos o exemplo.

Lá embarcamos para Manila e de lá para Macau. Os voos foram bons. Chegamos a casa como sempre cansados. Metemos um pão à boca e deitamo-nos, mais uma vez, com a barriga cheia das recentes aventuras mas desta vez com um sorriso meio amarelo na cara.

31 de Outubro de 2009


Monday, September 14, 2009

Os dois em Bali e Gili Island e o percalço de Lombok I

Outubro de 2008. A nossa primeira oportunidade para fazermos uma viagem mais longa. Até então nunca tínhamos ultrapassado a barreira dos 5 dias. Agora ia ser a loucura… 12 dias de férias na Indonésia. De 26 de Setembro a 7 de Outubro!

O destino foi aconselhado por muita gente. Bali e Gili Islands são dos destinos favoritos aqui das redondezas. A viagem em si é um pouco complicada por causa dos horários dos aviões e pelas escalas que somos obrigados a fazer, mas vale a pena, dizem!

As férias estavam programadas da seguinte forma: 4 noites em Uluato no sul da ilha, 1 noite em Seminyak, um pouco mais acima para evitar a confusão de Cuta, 3 noites em Ubud, no centro da ilha e, por fim, mais 3 noites nas Gili Islands – umas ilhazinhas pequeninas, adjacentes a uma outra de nome Lombok – para onde iríamos de barco partindo de Bali.

Então foi assim:

Sexta-feira, pelas 21h30 saímos do Aeroporto Internacional de Macau com destino a Jakarta onde faríamos escala. Antes da partida ainda fizemos o nosso tempo de espera no já vosso conhecido lounge onde pudemos comer um chao min, um arroz frito e beber uma Tsing Tao.

Depois de um voo de mais ou menos 4 ou 5 horas chegamos à capital do maior país muçulmano do mundo. Deveriam ser quase duas da amanhã quando lá chegamos. O voo até Bali só partia pelas 7 da manhã o que queria dizer que tínhamos 5 horas de espera pela frente.

Bem, o aeroporto é, em bom vernáculo português, uma valente merda! Sujo, cheio de gente, sem ter um sítio de jeito onde pudéssemos estar minimamente confortáveis. Ainda passamos pelo hotel do Aeroporto, mas os preços impediam qualquer tipo de estadia por apenas 5 horas. Esperamos, acordados, no McDonald’s lá do sítio. Que pardieiro que aquilo era… com a agravante de sermos os únicos bifes àquela hora nas portas do aeroporto e por isso um chamariz para todo e qualquer taxista que à força nos queria levar para qualquer lado. Lá pelas 6 da manhã apanhamos um táxi (felizardo) que nos deixou ao terminal dos voos domésticos e, ao invés do internacional, até tinha bem melhor aspecto. Lá apanhamos o voo e passadas duas horinhas aterramos em Bali.

Bali, é uma das centenas de ilhas da Indonésia. Num país maioritariamente muçulmano, esta ilha é, por sua vez, maioritariamente hindu. Um oásis no meio do deserto… uma bomba de gasolina no meio da auto-estrada…uma garrafa de água em Marrocos…enfim, já perceberam a ideia!

A ilha é um dos destinos de férias preferidos dos australianos mas onde se pode encontrar gente de todo o lado. Um dos locais sagrados para a prática do surf, Bali foi alvo de um grande atentado terrorista em 2002. Tem um aeroporto pequenino, mas muito simpático, típico de destinos tropicais e turísticos. Aí, esperava-nos um carro que nos levou até ao nosso primeiro destino, Huluato.

Chegamos a Uluato mesmo a tempo de tomar um pequeno-almoço maravilhoso. Ficamos instalados num resortezinho, no meio do nada, no cimo de uma escarpa com uma praia quasi-deserta em baixo. Com uma piscina apetitosa, o hotel era o ideal para dormir, ler, relaxar, descansar. Foi o que fizemos nos 2 primeiros dias. Ora descíamos até à praia, ora ficávamos a lagartar pela piscina.

Os bungalows encontravam-se contruidos em jardins de relva impecavelmente cortada e devidamente limitada por cercas de madeira. Havia um sofá no meio do jardim e uma varandinha deliciosa com duas poltronas. Durante as noites tivemos a companhia dos sons da natureza e de uma osga de 30 cm que não parava de cantarolar.

Passados 2 dias e já com energias carregadas decidimos explorar as redondezas. Para isso alugamos uma acelera. Que belos passeios nós demos. Visitamos as praias nos arredores onde experimentamos um surf. Conhecemos as vilazinhas. Fomos até a um grande templo já tomado pela natureza e que estava cheio de macacada! Foram 4 dias muito bons de descanso e recuperação de forças.

Daí, fomos até Seminyak. Um local mais turístico e urbano mas não tanto quanto Cuta – local onde se deu o atentado de 2004 e que está recheado de turistas, restaurantes, bares, hotéis e lojas. Aí ficamos apenas uma noite. Tivemos sorte no hotel onde ficámos uma vez que, na falta do quarto económico que tínhamos reservado, fizeram-nos um upgrade e ficámos melhor instalados. O quarto/casa tinha tudo. Uma varandinha com alpendre, cozinha no interior e a casa de banho ficava no exterior… aquilo é que foi sentir a natureza!

A zona onde ficamos – Seminyak – é apenas uma das muitas localidades que se encontram numa grande, grande praia. Era de areia, ao invés da praia de Uluato que era de rocha… não de coral, mas rocha por baixo de água. Aí foi mais fácil “surfar” pois o risco de cair e partir a cabeça era menor.

Assistimos a um por do sol incrível num bar/restaurante very fashion. Enquanto lá estivemos a beber uma cerveja, estava a decorrer, numa área reservada, um casamento escocês. Havia malta de kilt e tudo. Ele há cada um…! E com aquele calor…

No dia seguinte, partimos rumo a Ubud.

To be continued…

Tuesday, August 18, 2009

Os dois em Bali e Gili Islands e o percalço de Lombok

O relato desta viagem estava há muito prometido. Dentro em breve aí estará ele!
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Passamos por verdadeiras aventuras e momentos houve em que cheguei a temer o pior...
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Foram doze belos dias passados em Balli e Gili Islands. Ainda passamos por Lombok, a contra gosto... maldita a hora!!!
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Foi, apesar de tudo, uma das melhores viagens que fizemos até ao momento e, talvez por terem sido das mais longas, foram também umas das nossas melhores férias.
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Tal como em quase todos os destinos que já visitámos, também a Bali queremos regressar um dia!

Tuesday, August 11, 2009

De regresso...

Passadas quase 3 semanas da minha partida para a Lusitânia, estou de regresso à Cidade do Santo Nome de Deus.

Em jeito de aperitivo posso dizer que durante este periodo fiz um 5 no totoloto e que tive a sorte de viajar em executiva de Paris até Hong Kong sem pagar mais por isso.

Até já!