O relato desta viagem estava há muito prometido. Dentro em breve aí estará ele!.
Aventuras, relatos e divagações.
O relato desta viagem estava há muito prometido. Dentro em breve aí estará ele!





Ao escrever o título deste relato lembrei-me das aventuras de Tin Tin… ele merecia ter ido ao Cambodja.
A viagem estava marcada para as duas da tarde e até lá visitamos o palácio real, o museu da capital, o mercado central e percorremos as ruas da cidade absorvendo a sua vida. 
Pude reparar que os cambojanos não são tão simpáticos e amáveis como os tailandeses. De facto, a guerra e as tristezas recentes terão marcado as pessoas e isso podia ver-se nos seus rostos. Às duas da tarde lá partimos numa Toyota Hiace, com mais sete marmelos numa viagem que pouco teve de interessante.
Chegamos ao fim da tarde a Siem Reap e ficamos instalados no FCC do sítio que para além de restaurante e bar, também tinha serviço hoteleiro. Mais turística e talvez por isso mais cuidada, mais limpa e também muito menos pobre, a cidade é dividida por um rio cujas margens abarcam hotéis, restaurantes, lojas e lojinhas. Na verdade iríamos estar em Siem Reap apenas 2 dias, uma vez que sairíamos quarta-feira logo de manhã para a Tailândia. O tempo era pouco mas nesse dia nada fizemos… O passeio dos tristes e cansados e depois cama!
Deixo-vos com as fotos que, melhor do que eu, descrevem o que vimos…. Foi um dia em cheio.





Assim, logo pela manhã de quarta-feira tínhamos o nosso amigo à espera e a primeira impressão não podia ser pior. No Cambodja conduz-se como em Portugal, pela direita, mas íamos fazer a viagem num carro com o volante à direita… bonito... a juntar à festa o Zé Manel que nos conduzia não falava ponta de inglês.
Consta que a estrada que vai de Siem Reap à Tailândia, que é uma bela merda, diga-se, está no estado que está – ou seja não está – pelo facto de companhias aéreas corromperem o poder local de forma a evitar ou atrasar as obras intermináveis na dita estrada e assim continuaram a ter o monopólio do transporte para o país vizinho.
Chegámos vivos à fronteira. Do lado de lá, encontrávamos um país mais rico, mais evoluído, mais moderno e com boas estradas. A viagem foi rápida e num ápice chegámos ao aeroporto.
Esperamos um pouco e lá embarcamos para Macau. O voo foi bom. Chegamos a casa, como sempre cansados. Metemos um pão à boca e deitamo-nos, mais uma vez, com a barriga cheia das recentes aventuras e um sorriso na cara.
No passado dia 20 de Junho de 2009 inaugurou, pela segunda vez (!), um novo complexo de Hotel e Casino aqui em Macau.
No fim-de-semana de despedida da minha irmã, decidimos ir passear e dar-lhe a conhecer a Grande Maçã do Oriente.
Esta ida a Hong Kong passou pelos lugares obrigatórios de visita. Os restaurantes do Soho, os bares de Lan Kwai Fong, a viagem de ida e volta para o Stanley Market, a Times Square, o IFC Building, etc etc etc.
Mas desta feita aproveitamos para ir pela primeira vez ao Victoria Peak através de um eléctrico-elevador que nos levou até lá cima. O ponto mais alto da ilha de Hong Kong donde se pode ver “tudo” à nossa volta. Desde o topo dos enormes arranha-céus em Central, o porto acolhendo o Elizabeth em Kowloon, as praias do lado oposto, uma vista, como diz um amigo meu, super espectacular!!!
De resto o fim-de-semana não teve assim nada mais de extraordinário. Claro que convém não esquecer as importantes visitas que fizemos ao bar russo onde se servem uns shots de vodka (há de todos os sabores e mais alguns… chocolate, morango, melão, limão… enfim) dentro de uma arca frigorífica para a qual não se consegue entrar sem uns casacos de pele que estão à disposição dos clientes.
E assim passamos o fim-de-semana, a conhecer e a dar a conhecer Hong Kong. No domingo, a meio da tarde, fizemos o check-in no IFC Building, onde, depois de jantarmos e bebermos umas Tsing Taos, apanhamos o comboio para o aeroporto.
Depois da despedida, às dez da noite de domingo, ainda nos esperava uma viagem de comboio até Central e uma hora no famigerado Jet Foil até Macau.
Com a segunda-feira à porta e uma semana de árduo labor pela frente, chegamos a casa cansados e de barriga cheia com mais um fim-de-semana de passeio… e fomos dormir com um sorriso na cara.
Decidimos dedicar 2009 à China. É ano de contenção orçamental e o Império do Meio há muito reclama a nossa visita. Na verdade, estando em Macau há quase dois anos, por esta altura já deveríamos ter percorrido mais estradas do que aquelas que percorremos.

Visitamos ainda um masoleu/museu de um dos reis da dinastia Han, ainda do tempo dos reinos combatentes, encontrado a 1983.
A cidade está dotada de uma moderníssima rede de metro de meter inveja a qualquer cidade europeia e os inúmeros viadutos espalhados pela cidade estavam literalmente forrados a plantas trepadeiras que escondiam o cinzento do cimento e esverdeavam a cidade toda.
Nesse dia, a vontade de darmos um mergulho na piscina imperou e fomos cedo para o Hotel. Depois de umas boas braçadas, arranjamo-nos e saímos para jantar. Um restaurante alemão, junto ao rio, muito bom ambiente, muito boa comida, um verde fresquinho e muito boa companhia.
O dia seguinte esteve destinado às compras. Aproveitamos ainda para conhecer a zona “estrangeira” da cidade, uma espécie de concessão francesa de Guangzhou. Tratava-se de uma pequena ilha no meio do rio, com edifícios ocidentais onde outrora funcionaram bancos, embaixadas e outras instituições estrangeiras. Espectacular.
Pudemos visitar de boca aberta a catedral da cidade… Algo que não contávamos encontrar ali.
Passeamos nas ruas das antiguidades e espantávamo-nos com o que víamos. Andamos, andamos, andamos muito.
Às seis da tarde, cansados, apanhamos o autocarro de regresso a Macau. Em Zhuai, tivemos ainda forças para visitarmos nosso amigo Miguel – um chinês que tem uma lojinha de filmes a preços muito competitivos – que aprendeu a falar português para mais facilmente comunicar com os inúmeros fregueses lusos.
Às dez da noite, já em casa, encomendamos uma pizza… Revisitamos o fim-de-semana na conversa e fomos dormir com mais um “visto” na nossa lista de viagens.
Foram quase quatro semanas de trabalho intensivo que me impediram de actualizar o 1500 e de vos prendar com novas e aliciantes aventuras do Sun Tzu.